Não que eu ainda pense que após a meia noite do dia 31/12 tudo se transforme pela mudança de calendário, mas é claro que essa transição numérica deixa a gente assim: metade certeza, metade indagação. Metade quietude, metade vulcão… Um pouco de medo, um muito de fé… E pelo sim pelo não, a gente se deixa encantar de novo pelo fim de um ciclo vencido e pelo começo de outro. A gente ora, reza, conversa tão intimamente com Deus. Agradece. Pede. Repensa as coisas… Repensa as pessoas… Repensa a vida. Repensa principalmente a razão de tudo! E cadê a bendita razão??
certo que a meia noite nem chega ao mesmo tempo pra todo mundo… tem sempre aqueles relógios 3 minutinhos atrasados, 3 minutinhos adiantados… mas de-fi-ni-ti-va-men-te não há nada que substitua o saber interno, só nosso: “-Já chegou! O Novo Ano tá aqui, comigo, aqui dentro! Chegou… !” Daí vêm os fogos, ôôô sempre lindos… E então é como se a gente deixasse o corpo por alguns segundo e fosse visitar, na velocidade daquelas cores, TODAS AS COISAS MAIS IMPORTANTES DA NOSSA VIDA cada uma das pessoas que amamos (as que já um dia já estiveram ali, as que nunca estiveram, as que deviam estar e as que estão!), cada uma das nossas conquistas e principalmente cada um dos nossos sonhos.
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